O rosto de um jovem, aparentemente preso nos entalhes ornamentados de um espelho do século XVIII, evoca a tensão entre identidade e história. Abaixo dele, o tênue reflexo do fotógrafo — captado em meio ao disparo — surge através do vidro envelhecido e empoeirado. Este autorretrato explora os temas da memória, da limitação e da silenciosa persistência do passado. A proporção alongada de 2,26:1 remete à raridade das molduras de retratos antigos.
Proporção 2,26:1